terça-feira, 31 de janeiro de 2012

CONVITE LEGAL:

Prezados Senhores (as),
 Estou enviando o convite para o Festival do Japão em Minas, que será realizado nos dias 3, 4 e 5 de fevereiro e gostaria que me ajudassem a divulgar para o maior número de pessoas possível, amigos e familiares.
 É um evento inédito, onde terão a oportunidade de conhecer a cultura e costumes dos japoneses, poderão se divertir muito e degustar deliciosos pratos preparados pelo renomado Chef Hideki (SP), além de outros pratos, na Área de Gastronomia. Aprender a produzir uma série de trabalhos diferentes nas oficinas, ou seja, será uma oportunidade única. Aguardo todos vocês no EXPOMINAS para curtirmos juntos o Festival.
Um cordial abraço,

 Yukari Hamada
Relações Institucionais / Escritório do Cônsul Geral Honorário do Japão em Belo Horizonte

Para Amanda: Quem tem medo de Walt Whitman?

“Quando analiso
A conquistada fama dos heróis
E as vitórias dos grandes generais,
Não sinto inveja desses generais
Nem do presidente na presidência
Nem do ricaço em sua vistosa mansão;
Mas quando eu ouço falar
Do entendimento fraterno entre dois amantes,
De como tudo se passou com eles,
De como juntos passaram a vida
Através do perigo, do ódio, sem mudança
Por longo e longo tempo atravessado
A juventude e a meia-idade e a velhice
Sem titubeios, de como leais
E afeiçoados se mantiveram
- aí então é que eu me ponho pensativo
E saio de perto às pressas
Com a mais amarga inveja.”

In  Folhas das folhas da relva, Walt Whitman, Cantadas Literárias,Brasiliense, 1983.

Para pensar e pesquisar:

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Notas sobre o que está por vir

7.

Foi a primeira vez que me percebi estarrecida, paralisada, com todos os sentidos ligados. Eu não ouvia os gritos de Laura, eram gritos, eram, e eu só ouvia as palavras que me penetravam os ouvidos como fios de água gelada. Laura enlouquecera novamente, e novamente era levada para o hospital, e tudo parecia uma pantomima, a mesma, a de sempre. A ambulância atravessava as ruas com a sirene enlouquecida, os enfermeiros vinham, pessoas choravam, especialmente os filhos; a mãe e os irmãos choravam desesperadamente como se fossem obrigados a fazerem a  última coisa que eles queriam fazer;  Laura gritava como se fosse o fim do mundo, como se ela não tivesse forçado o mundo a fazer aquilo, como se fosse a vítima de tudo e todos. Como se.  Como se. Como se.
Cabisbaixo, murcho, calado num canto estava Estevão. Naquele dia eu estava presente quando pegaram o telefone e chamaram a ambulância. Laura havia quebrado as louças, ameaçado as pessoas com uma faca, ingerido álcool, cortado os cabelos e rasgado roupas. Arranhara o próprio rosto e tremia. Quando lhe disseram que iria voltar ao hospital ela se aquietou por um momento. Por segundos acalmou-se para, em seguida, reiniciar automaticamente a dor, elevada a sabe-se lá a que potência. Foi nesse momento que suas palavras começaram a penetrar em meus ouvidos como fios de água gelada. Petrificaram-me. Ela gritava e se debatia enquanto quatro homens a imobilizavam. “A verdade é o ódio odeio odeio vocês todos são mentirosos falsários inúteis eu faço tudo tudo tudo odeio esses filhos que não me dão nada só pedem mais mais mais estúpidos odeio você idiota burra mãe burra metida a vítima fingida você não presta mentirosa mentirosos fracos inúteis nojentos egoístas vocês querem me matar me matam porque eu faço o que eu quero porque eu não aceito porque eu trabalho eu tenho dinheiro vocês são covardes capachos meus capachos vocês me odeiam mas eu odeio mais muito mais capachos egoístas burros”, e ela dormiu. Os enfermeiros a carregaram. E a cortina se fechou.

Magda Maria Campos Pinto


domingo, 29 de janeiro de 2012

EM TEMPO:

O décimo filme ótimo que está em minha listinha dos melhores 'últimos' vistos por mim é ESTÔMAGO, um filmaço brasileiro de 2007, que só fui ver em 2011, e que está comentado aqui em 06 de novembro de 2011. O branco passou... mas Freud ainda não se explicou pra mim (sem problemas...) Este filme, é certo, subiu o nível do cinema nacional. Tá dito. 
 

ESPORTE É ARTE: TÊNIS


 Que ninguém duvide disso. Que todo mundo entenda isso. É retomando esse mantra que o Clube de Arte Quase-Ser-Tão vai destacar, aproveitando a temporada que vai até a Olimpíada de Londres em julho/2012, mestres desta arte. Há muito que se aprender com eles. Começamos pelos SENHORES TENISTAS Rafael Nadal e Novak Djokovic, finalistas do ‘Australian Open 2012’, que fizeram a partida mais longa da história do Grand Slam, até que se definiu a vitória para Novak. Esses senhores elevaram o patamar do jogo de Tênis.  Partida digna dos semideuses olímpicos. E nós, na platéia! De pé! Aprendendo a lutar. Pela arte de lutar.

Ainda dá tempo: programão: BH Jazz

 (Daniel Piazzola)

BH recebe neste domingo a segunda edição do BH Jazz, com o melhor da música na Praça da Liberdade.
Os shows irão acontecer em dois palcos montados na Praça da Liberdade e um terceiro palco, na praça Savassi, o Jam Sessions, será reservado a músicos que estiverem presentes no evento e desejem se apresentar durante os intervalos dos shows. E há ainda um quarto palco para  DJOtro. O evento acontece entre 13 e 22 horas, e é um aquele delicioso programa de rua, livre, despojado, gratuito e com muita música boa. Toquinho encerra o BH Jazz Festival, às 21h. Vamo que vamo...porque é trembão.

 
 (Toquinho)

13h - Duo Soares Castro (BR) no Palco 1
13h55 - Fernando Sodré (BR) no Palco 2
14h50 - Duofel e Túlio Mourão (BR) no Palco 1
15h45 - Ricardo Silveira (BR) no Palco 2
16h40 - Daniel Piazzolla & Escalandrum (ARG) no Palco 1
17h45 - Donny Nichilo (EUA) no Palco 2
18h50 - Yamandu Costa (BR) no Palco 1
19h55 - Celso Blues Boy (BR) no Palco 2
21h - Toquinho (BR) no Palco 1

(Yamandu Costa)

sábado, 28 de janeiro de 2012

Tintin: tudo de bom!!

 
 Uau!! Mais uma obra prima do Spielberg, super fiel ao velho e ótimo Spielberg. Delicioso Tintin: com o gosto bom da inocência da infância, com fantasia e aventura pra ninguém botar defeito, com o capricho que todo trabalho merece. O filme não ‘estraga’ o personagem querido de tantas gerações. Pelo contrário, está à altura dele. Saí entusiasmada do cinema, já com vontade de ver o próximo. E também com aquela ótima revigorada na memória: ET, Indiana Jones... Agora nova saga, em desenho e 3D. Dá-lhe, Spiel!!

                                                      
 Divirtam-se:
Este é o site com as fotos do filme antigo e da cena dos dois no deserto como foi no quadrinho: 
 http://nostalgico-allstar-vermelho.blogspot.com/2011/12/as-aventuras-de-tintim.html 
E aqui foi onde eu fucei sobre o Capitão, a compra do Spielberg e mais um monte de curiosidades legais: 
http://pt.wikipedia.org/wiki/As_Aventuras_de_Tintim

                                           
ps: obrigada, Sarah.

Notas sobre o que está por vir

 6.
Ela falou durante três horas, sem vírgula, ponto ou reticências. Atacou a princípio, por uns trinta minutos e pelos trinta minutos seguintes se defendeu. A partir da primeira hora começou a fazer planos para o futuro e passou a limpo diferentes hipóteses, premissas, projetos, possibilidades e probabilidades. Durante a terceira hora construiu castelos, abriu trilhas e fixou metas. Sem interrogações ou exclamações. Sem fôlego. Antes que ela começasse a destruição, desliguei o telefone.

Magda Maria Campos Pinto


MEUS MELHORES

  Depois de resistir várias vezes à solicitação e à tentação de listar os meus melhores filmes de 2011, eu me rendo a outra invenção. Para mim é impossível listar melhores filmes porque me perco nos critérios. Foi assim que pulei na toca do coelho da minha memória e deixei minha mão escrever os primeiros dez que a Alice aqui encontrou. O fato é que meu corpo leva minha alma ao cinema, meu coração agradece e eu durmo bem. Então, se esses filmes foram de 2011 eu não sei (nem me importo) mas são os que ainda estão sob minha pele e tocam meu coração.

                          
Fora de ordem:

1.    Meia noite em Paris
2.    A árvore da vida
3.    O vencedor
4.    O discurso do rei

 
 5.    O palhaço
6.    Begginners
7.    Beautiful
8.    Lixo extraordinário
9.    Blue valentine
10.    (branco!!... quando a alma vai ao cinema, Freud entra em cena)


p.s: Lembro-me agora de Proust, para muitos o inventor das listinhas como maneira de conhecer a si mesmo, para outros ele não tem nada a ver com isso, mas prefiro acreditar que isso é coisa proustiana, e a partir de agora não resistirei ao risco das listinhas... e levarei a sério, atualizando-as sempre.