UM TIPO DE PAI
- visão de dentro da obra de Balzac: “Estudo dos costumes – Cenas da Vida Privada”
Da Comédia Humana (1845)
A aprendizagem da vida social na Paris do século XIX
- visão de dentro da obra de Balzac: “Estudo dos costumes – Cenas da Vida Privada”
Da Comédia Humana (1845)
A aprendizagem da vida social na Paris do século XIX
O PAI GORIOT
Por Maggy Matos
A obra é um cruzamento de intrigas e personagens.
Destacaremos dois deles: o pai Goriot e o jovem Eugène.
Eugéne de Rastignac, estudante de Direito, de poucas posses, muito ambicioso, hospeda-se na pensão Vauquer, instituição burguesa e decadente. Aí conhece o velho solitário Goriot, que diz ter duas filhas: Delphine e Anastasie, que o visitam de vez em quando e para as quais ele deu a melhor formação intelectual que o dinheiro podia comprar.
As duas filhas são grandes exploradoras do pai, tendo deixado-o na mais completa penúria. O amor incondicional de Goriot por elas faz com que ele não perceba que as filhas não o amam com a mesma intensidade.
Rastignac vive com sonhos e desejos de relacionar-se com a aristocracia. Por isto recebe propostas sempre criminosas dos que percebem sua ambição, mas ele as repudia.
Em dado momento, ele acaba por envolver-se com Delphine e, por esta razão, aproxima-se mais do pai Goriot. Aos poucos, ele toma consciência da forma desumana com que as filhas tratavam o pai e sente compaixão, a ponto de criar-se um envolvimento afetivo entre ambos.
Goriot adoece e é socorrido por Rastignac.
Na hora de sua morte, Goriot da-se conta de que está esquecido pelas filhas, que o abandonaram.
Anastasie, dias antes, ainda aparece para pedir dinheiro ao pai, pela última vez.
Cabe a Rastignac tomar todas as providências, e as filhas não comparecem ao enterro do velho pai.
Depois dessa experiência, Eugène Rastignac considera-se pronto para enfrentar uma sociedade desumana.
O pai Goriot é um livro sombrio. O cerne da obra se encontra tanto nos dramas pessoais, quanto no jogo das relações humanas.
Balzac trata da paz conjugal, familiar, das cenas da vida privada, enfim, do cotidiano, em suas obras.
Ao ler Pai Goriot, podemos concluir que as questões expostas são de todos os tempos.
Destacaremos dois deles: o pai Goriot e o jovem Eugène.
Eugéne de Rastignac, estudante de Direito, de poucas posses, muito ambicioso, hospeda-se na pensão Vauquer, instituição burguesa e decadente. Aí conhece o velho solitário Goriot, que diz ter duas filhas: Delphine e Anastasie, que o visitam de vez em quando e para as quais ele deu a melhor formação intelectual que o dinheiro podia comprar.
As duas filhas são grandes exploradoras do pai, tendo deixado-o na mais completa penúria. O amor incondicional de Goriot por elas faz com que ele não perceba que as filhas não o amam com a mesma intensidade.
Rastignac vive com sonhos e desejos de relacionar-se com a aristocracia. Por isto recebe propostas sempre criminosas dos que percebem sua ambição, mas ele as repudia.
Em dado momento, ele acaba por envolver-se com Delphine e, por esta razão, aproxima-se mais do pai Goriot. Aos poucos, ele toma consciência da forma desumana com que as filhas tratavam o pai e sente compaixão, a ponto de criar-se um envolvimento afetivo entre ambos.
Goriot adoece e é socorrido por Rastignac.
Na hora de sua morte, Goriot da-se conta de que está esquecido pelas filhas, que o abandonaram.
Anastasie, dias antes, ainda aparece para pedir dinheiro ao pai, pela última vez.
Cabe a Rastignac tomar todas as providências, e as filhas não comparecem ao enterro do velho pai.
Depois dessa experiência, Eugène Rastignac considera-se pronto para enfrentar uma sociedade desumana.
O pai Goriot é um livro sombrio. O cerne da obra se encontra tanto nos dramas pessoais, quanto no jogo das relações humanas.
Balzac trata da paz conjugal, familiar, das cenas da vida privada, enfim, do cotidiano, em suas obras.
Ao ler Pai Goriot, podemos concluir que as questões expostas são de todos os tempos.
Honoré de Balzac é francês, nascido em Tours a 20 de maio de 1799 e falecido em Paris a 18 de agosto de 1850 destaca-se entre os maiores romancistas do mundo. Destaca-se também por uma vida notável; teve sempre frágil saúde; conheceu a polonesa Eveline Hanska com quem manteve interessante correspondência por muitos anos, casando-se com ela poucos meses antes de morrer. Faz parte do grupo ‘romântico’ mas sua obra firma o chamado ‘realismo’ na literatura. Entre muitas obras primas, A COMÉDIA HUMANA, uma imensa coleção de trabalhos, trata da vida burguesa com apuro e refinada crítica. São oitenta e oito obras (planejada para ter cento e trinta e sete), e mais de dois mil e quinhentos personagens. Balzac referia-se a si mesmo como historiador de costumes e assim introduziu na literatura assuntos diversos e originais como as profissões, as classes, o sistema de transporte interurbano na França, o processo da tipografia, o jornalismo nascente, a rotina dos cartórios e dos escritórios de advocacia (ele era formado em direito), os comerciantes e suas listas de clientes e fornecedores, o sistema de descontos de letras, a confecção de perfumes, atas de concordatas, montagem de processos de falências etc. Balzac é inesgotável, mas monotonia e redundância não se encontram nunca. Tratou também da luta de classes (seu romance póstumo Os Camponeses contém, pela primeira vez na literatura, a palavra "comunismo"), do espiritismo, dos meandros da política, do misticismo, do homossexualismo, etc. Para Otto Maria Carpeaux, o gênero literário romance divide-se em antes e depois de Balzac. Diremos, enfim, que Balzac é imperdível, aproveitando para indicar um filme quase perfeito chamado “Balzac e a costureirinha chinesa”, baseado no livro homônimo de Dai Sijie, escritor francês de origem chinesa, que também escreveu o roteiro e dirigiu o filme, e certamente demonstra o impacto que Honoré de Balzac pode causar em nossas vidas, descobrindo-lhe o imprevisto sentido.



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