domingo, 25 de outubro de 2009

Outubro e poesia...



“O poeta recria significados dos objetos mudando a atmosfera em que eles se realizam”. Carlos Drummond de Andrade


Em outubro de 1963: morre Edith Piaf. Quem foi esta mulher?


O Rouxinol da França. Édith Piaf (Édith Giovanna Gassion) nasceu em Paris, França no dia 19 de dezembro de 1915 e faleceu em Grasse, França no dia 10 de outubro de 1963. Foi maior cantora francesa no estilo francês da chanson. Seu canto expressava claramente sua trágica história de vida. Entre seus maiores sucessos estão "La vie en rose" (1946), "Hymne à l'amour" (1949), "Milord" (1959), "Non, je ne regrette rien" (1960). Participou de peças teatrais e filmes. Em junho de 2007 foi lançado um filme biográfico sobre ela, chegando aos cinemas brasileiros em agosto do mesmo ano com o título "Piaf - Um Hino Ao Amor" (originalmente "La Môme", em inglês "La Vie En Rose"), direção de Olivier Dahan. Edit Piaf nasceu numa escada, quando sua mãe procurava ajuda para o parto,pois não tinha dinheiro para ir ao hospital.


A boemia, as privações na infância, o vício da morfina e o hábito do álcool, formaram uma combinação perigosa que pôs um fim precoce à vida da cantora Edith Piaf, falecida aos 47 anos de idade. Adoecida, retirara-se de Paris, de um apartamento que ocupava há muitos anos, para ir morrer perto de Grasse, no dia 10 de outubro de 1963. Com ela a França perdeu a maior das suas chansonnières de que se tem registro. Cantora e compositora imortal, suas letras retrataram, em tom de drama ou de alegre sátira, boa parte da história social e amorosa dos parisienses do século XX, levando sua voz peculiar, inconfundível, tornada universal, para todas as partes do mundo, como símbolo do renascimento francês depois da desastrosa experiência da IIª Guerra Mundial. Rosto redondo, expressivo, mas sem beleza, cabelos em desalinho, vestido longo escuro, pequerrucha, sob a luz do palco ela era indomável, irresistível, arrebatadora. Flutuava ao microfone, como um beija-flor frente a uma rosa.

Mulher livre, sem família ou filhos, colecionnou amantes (em geral jovens bonitões como Ives Montand ou George Moustaki), entregou-se para sempre à música. Tornou-se a grã-sacerdotisa da canção popular francesa do após-guerra, com direito à corte permanente e tudo o mais. Uma das suas mais exemplares e comoventes interpretações foi o L´Hymne à l ´amour, Hino ao Amor, no qual ela expressou a perda irreparável do amado Marcel Cerdan, um campeão de boxe franco-argelino que morrera num desastre aéreo em 1949.

Está enterrada na mais célebre necrópole parisiense, o cemitério do Père-Lachaise. Seu sepultamento foi acompanhado por uma multidão poucas vezes vista na capital francesa. Hoje, seu túmulo é um dos mais visitados por turistas do mundo inteiro.


Leia e escute, na sua voz que explodia Paixão, a letra, de “Não me arrependo de nada!”

http://www.youtube.com/watch?v=Q3Kvu6Kgp88


Non, rien de rien

Não! Nada de nada...

Non, je ne regrette rien

Não! Eu não lamento nada...

Ni le bien qu'on m'a fait, ni le mal

Nem o bem que me fizeram

Tout ça m'est bien égal

Nem o mal - isso tudo me é bem igual!

Non, rien de rien

Não, nada de nada...

Non, je ne regrette rien

Não! Eu não lamento nada...

C'est payé, balayé, oublié

Está pago, varrido, esquecido

Je me fous du passé

Não me importa o passado!

Avec mes souvenirs

Com minhas lembranças

J'ai allumé le feu

Acendi o fogo

Mes chagrins, mes plaisirs

Minhas mágoas, meus prazeres

Je n'ai plus besoin d'eux

Não preciso mais deles!

Balayés mes amours

Varridos os amores

Avec leurs trémolos

E todos os seus "tremolos"

Balayés pour toujours

Varridos para sempre

Je repars à zéro

Recomeço do zero.

Non, rien de rien

Não! Nada de nada...

Non, je ne regrette rien

Não! Não lamento nada...!

Ni le bien qu'on m'a fait, ni le mal

Nem o bem que me fizeram

Tout ça m'est bien égal

Nem o mal, isso tudo me é bem igual!

Non, rien de rien

Não! Nada de nada...

Non, je ne regrette rien

Não! Não lamento nada...

Car ma vie

Pois, minha vida,

Car mes joies

minhas alegrias

Aujourd'hui

"Aujoiurdhui"

Ça commence avec toi...

Hoje começam com você!

Marion Contrilliard interpretou Piaf no cinema e ganhou o oscar de melhor atriz.

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