sábado, 5 de dezembro de 2009

Ainda parados a refletir:

“No les asusta que los llamen descastados: saben que nadie se encuentra a sí mismo si antes no abandona el lugar natal”.
(Octávio Paz, in Cuadrivio, 1965, Editorial Joaquín Mortiz, S.A, México)


(Octávio Paz, um pensador)
Octavio Paz nasceu na Cidade do México em 31 de março de 1914 e morreu também na Cidade do México em 19 de abril de 1998. Considerado um dos grandes pensadores do século XX, foi diplomata e recebeu o Nobel de Literatura em 1990. Testemunhou o movimento surrealista sendo amigo de André Breton. Sua obra poética é singular; seus ensaios são originais e abrangem os mais diversos assuntos. Destacou-se ainda na crítica e na tradução. A poesia de Octávio Paz é iluminada: Libertad bajo palavra, Salamandra, Ladera Este, Vuelta, Árbol Adentro.

É de nosso grande interesse a relação de Octávio Paz e Haroldo de Campos, registrada no livro Transblanco. O interesse, além do conteúdo precioso que as duas personalidades produzem, está também na relação de duas culturas interessantíssimas que poucas vezes se abraçaram. Ambos tinham este foco: suas próprias culturas. E ambos foram tradutores famosos, de modo especial e inteligente. Recriavam as obras, com grande respeito - ou como forma de respeito - pelo autor.

“Quem acha doce a terra natal ainda é um tenro principiante;
Aquele para quem toda terra é natal já é forte;
Mas é perfeito aquele para quem o mundo inteiro é um lugar estrangeiro.
A alma tenra fixou seu amor num único ponto do mundo;
A pessoa forte estendeu seu amor a todos os lugares.
O homem perfeito extinguiu o seu.”
(Hugo de St. Victor, monge saxão do século XII, citado por Edward Said, citado por Mia Couto, in O outro pé da sereia)


“A verdadeira tradução é transparente, não cobre o original, não lhe
deita sombras, mas, antes, faz com que caia em toda sua plenitude
sobre este a língua pura, como que fortalecida por sua mediação."
Walter Benjamin
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(Walter Benjamin, um gênio)

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