quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Poema de hoje.


(...)

Quando eu morrer, filhinho,

Seja eu a criança, o mais pequeno.

Pega-me tu ao colo

E leva-me para dentro da tua casa.

Despe o meu ser cansado e humano

E deita-me na tua cama.

E conta-me histórias, caso eu acorde,

Para eu tornar a adormecer.

E dá-me sonhos teus para eu brincar

Até que nasça qualquer dia

Que tu sabes qual é (...).”



CODA: in O guardador de rebanhos, Fernando Pessoa/Alberto Caeiro, Ficções do Interlúdio/1, Nova Fronteira, RJ, 1980.

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