domingo, 21 de março de 2010

Ao trabalho...

Retomando, portanto, os trabalhos do clube de arte Quase-Ser-Tão em 2010, voltaremos à temática da 'corporalidade', conceito fundamental, como já vimos, em especial no que se refere às atividades artísticas. Primeiramente, continuaremos o concurso 'PEDAÇOS', interrompido no final do ano passado devido às férias e outras 'cositas más'. Anunciaremos em breve o corpo de jurados. Vejam as postagens anteriores relativas a 'concurso', os participantes e os prêmios anunciados.


“Mas, afinal, como pensar o corpo, esse sujeito do movimento e da percepção que, graças ao ‘espírito’, sempre teve a propriedade de se relacionar com outras coisas além da própria massa? O corpo, sabe-se, percorre a história da ciência e da filosofia. É, por isso, um conceito aberto. De Platão a Bergson, passando por Descartes, Espinosa, Merleau-Ponty, Freud e Marx, a definição de corpo sempre pareceu um problema: para alguns, ele é ao mesmo tempo, enigma e parte da realidade objetiva, isto é, coisa, substância; para outros, signo, representação, imagem. Ele é também estrutura libidinal que faz dele um modo de desejo, corpo natural que passa a outra dimensão ao se tornar corpo libidinal para outro, uma ‘elevação em direção a outrem’: o EU do desejo é evidentemente o corpo, diz a psicanálise.”

CODA: in O Homem-Máquina – A ciência manipula o corpo, Companhia das Letras, Adauto Novaes, organizador, SP, 2003.



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