segunda-feira, 15 de março de 2010

Mulheres 16: Ayaan Hirsi Ali

Ayaan Hirsi Ali nasceu na Somália e foi eleita pela revista Time uma das cem personalidades mais influentes do planeta. Ayaan escreveu uma autobiografia à qual deu o título de Infiel, em que relata com clareza e incrível humor uma vida singular, dura, sofrida, desde a infância na Somália até a morte do cineasta holandês Theo Van Gogh, em 2004. É um texto inteligente, intrigante. Puro impacto.

Ayaan é crítica, reflexiva, humanista; rapidamente, após conseguir refúgio na Holanda, tornou-se ativista política e em pouco mais de dez anos, eleita deputad pelo partido liberal.

Ela começou a fugir desde cedo, pois o pai era opositor do governo de Saiyd Barre. Passou pela Arábia Saudita, Etiópia e Quênia. Neste último país tentou aderir ao islamismo, buscando suas raízes. Em 1992, fugiu da casa dos pais, refugiados na Arábia, fugindo de um casamento sem amor, e mais uma vez rompendo fronteiras. A experiência da circuncisão, ainda na infância, na Somália, é relatada com profundo respeito, dor e impressionante lucidez.

Em 2004, junto com o cineasta neerlandês Theo van Gogh, fez um filme/documentário intitulado Submissão sobre a situação da mulher na religião muçulmana. Após a empreitada, ambos foram ameaçados de morte. Van Gogh foi assassinado em novembro do mesmo ano por um jovem marroquino. O medo fez novamente Ayaan Hirsi Ali se mudar, desta vez para os Estados Unidos.

Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 504
Tradução: Luiz Antônio de Araújo

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