sábado, 20 de março de 2010

Mulheres 20: Anaïs Nin : "Não vemos as coisas como são: vemos as coisas como somos.”


Anaïs Nin nasceu em 21 de fevereiro de 1903, perto de Paris e morre eum 14 de janeiro de 1977, em Los Angeles. Batizada Angela Anais Juana Antolina Rosa Edelmira Nin y Culmell. Filha do compositor Joaquin Nin, cubano criado na Espanha e Rosa Culmell y Vigaraud, de origem cubana, francesa e dinamarquesa. Anaïs Nin tornou-se famosa pela publicação de diários pessoais que relatam cerca quarenta anos, começando quando tinha doze anos; entretanto escreveu várias outras obras. O período de vida compartilhado com Henry Miller e June marcou definitivamente sua existência e obra; só permitiu que os diários fossem publicados após a morte do marido Hugh Guiler. Dentre seus trabalhos destaca-se Delta de Vênus (1977), grande sucesso traduzido em várias línguas. Nin conviveu com muitos escritores como Henry Miller, Edmund Wilson, Gore Vidal, James Agee, e Lawrence Durrell. A correspondência com Henry Miller foi publicada em 1987 com o título "Uma Paixão Literária". Depois de terminado o romance com Miller acabará por acusá-lo de reduzir todas as mulheres à condição de "um buraco"; de serem todas a mesma "biológica igualdade”. Abordar o tema do erotismo é um pioneirismo de Anaïs. Há um bonito filme, Henry & June, dirigido por Philip Kaufman, que fala do período que Anaïs Nin conviveu com o casal. Anaïs Nin foi interpretada pela atriz portuguesa Maria de Medeiros e June por Uma Thurman. Obras de Anaïs Nin: Em busca de um homem sensível, Henry & June, Pequenos pássaros, A casa do incesto, Uma espiã na casa do amor, Fome de amor, Diários Íntimos, Delta de Vênus.



“A vida se contrai e se expande proporcionalmente à coragem do indivíduo”

“O erotismo é uma das bases do conhecimento de nós próprios, tão o indispensável como a poesia.”



“Um homem jamais pode entender o tipo de solidão que uma mulher experimenta. Um homem se deita sobre o útero da mulher apenas para se fortalecer, ele se nutre desta fusão, se ergue e vai ao mundo, a seu trabalho, a sua batalha, sua arte. Ele não é solitário. Ele é ocupado. A memória de nadar no líquido amniótico lhe dá energia, completude. A mulher pode ser ocupada também, mas ela sente vazia. Sensualidade para ela não é apenas uma onda de prazer em que ela se banhou, uma carga elétrica de prazer no contato com outra. Quando o homem se deita sobre o útero dela, ela é preenchida, cada ato de amor, ter o homem dentro dela, um ato de nascer e renascer, carregar uma criança e carregar um homem. Toda vez que o homem deita em seu útero se renova no desejo de agir, de ser. Mas para uma mulher, o clímax não é o nascimento, mas o momento em que o homem descansa dentro dela.”


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