PARNASIANA LUA
Havia lua afinal
Olhou porta adentro cansada como uma flor que, depois de um dia de sol intenso, encontra-se irremediavelmente murcha apesar do sereno da noite. Prometeu que essa noite não deixaria de sair, pois afinal havia lua.
Mas diante do chão teve vontade e deitou-se ali mesmo. O piso era antigo de um desenho bonito de traços que se entrelaçavam. Pela janela era possível ver a Serra. A Serra guardava a promessa da outra face. Dormiu embalada pela promessa.
Afinal havia a lua.
Março/2010 – presente da Ana pra Magda.



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