quarta-feira, 14 de abril de 2010

Ao Oriente


111


Apreende o que amanhã

Pode acontecer-te? Confia,

Senão não deixaria a sorte

De justificar teus receios.


Nada merece o teu esforço,

Não te prendas a nada, não

Questiones livros nem pessoas,

Pois nosso destino é insondável.




CODA: Rubaiyat, Omar Khayyam, tradução Manuel Bandeira, Ediouro, 3ª edição, RJ, 2004.

“Simples e Intemporal:

Faz sentido que seja Manuel Bandeira o tradutor de Omar Khayyam, aquele poeta persa do século XI, que com poemas escritos em forma de quadras, chamados ‘Rubaiyat’, tornou-se um dos autores mais populares do mundo. Faz sentido porque a obra de Bandeira, iniciada na estética do ‘decadentismo’, tem algo a ver com o sempre referido hedonismo de Omar Khayyam e a celebração de vinhos e mulheres. Bandeira, nessa edição optou por trabalhar sobre a tradução francesa de Toussaint (1923), pois achava a edição inglesa de FitzGerald (1859), que popularizou Omar Khayyam no Ocidente, sendo ‘primorosa’ do ponto de vista literário, é, do ponto de vista da fidelidade ao texto original ‘inaproveitável’."



Nenhum comentário:

Postar um comentário