segunda-feira, 19 de abril de 2010

Um poeta a mais.

Presencia del otoño


Debí decir te amo.

Pero estaba el otoño haciendo señas,

Clavándome sus puertas en el alma.


Amada, tú, recíbelo.

Vete por él, transporta tu dulzura

Por su dulzura madre.

Vete por él, por él, otoño duro,

Otoño suave en quién reclino mi aire.


Vete por él, amada.

No soy yo el que te ama este minuto.

Es él en mí, su invento.

Un lento asesinato de ternura.


In Amor que serena, termina? de Juan Gelman, edição bilíngüe, tradução e seleção Eric Nepomuceno, Record,RJ, 2001.

CODA: Juan Gelman, premiado poeta, nasceu em Buenos Aires em 1930. O primeiro livro de poemas – Violín y otras cuestinoes – foi publicado em 1961. Celebrado em seu país, dele disse, por exemplo, Júlio Cortázar: “talvez o mais admirável de sua poesia seja a ternura quase impensável; sua invocação de tantas sombras, a partir de uma voz que tranqüiliza e sussurra,uma permanente carícia de palavras.” Conhecer Juan Gelman é um presente.

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