quarta-feira, 12 de maio de 2010

“Amor é a gente querendo achar o que é da gente...”


“Só aos poucos é que o escuro é claro...”

“Diadorim me veio, de meu não-saber e querer. Diadorim – eu adivinhava...”

“O sertão não chama ninguém às claras; mais, porém, se esconde e acena. Mas o sertão de repente estremece, debaixo da gente...”

“Sei o grande sertão? Sertão: quem sabe dele é urubu, gavião, gaivota, esses pássaros: eles estão sempre no alto, apalpando área com pendurado pé, com olhar remedindo a alegria e as misérias todas...”

“Comigo, as coisas não têm hoje e ant’ontem amanhã: é sempre...”

“Idéia de tudo só ser o passado no futuro”

“Aquilo – para mim – que se passou: e ainda hoje é forte, como por um futuro meu” “Como é que vou saber se é com alegria ou lágrimas que eu lá estou encaixado morando, no futuro?””Eu, quem é que eu era? De que lado eu era? Zé Bebelo ou Joca Ramiro? Titão Passos... ou Reinaldo... De ninguém eu era . Eu era de mim. Eu, Riobaldo”.

“Se deu há tanto, faz tanto, imagine: eu devia de estar com uns quatorze anos, se.”

“Ah, eu estou vivido, repassado. Eu me lembro das coisas, antes delas acontecerem... com isso minha fama clareia? Remei vida solta. Sertão: estes seus vazios.”

(in Grande Sertão: Veredas, Guimarães Rosa)

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