sexta-feira, 4 de junho de 2010

Rosane, inverno, ipês, Rubem Alves.... Clube de Arte Quase-Ser-Tão

“O ritual de amor no inverno espalhará sementes pela terra e a vida triunfará sobre a morte, o verde arrebentará o asfalto. A despeito de toda a nossa loucura, os ipês continuam fiéis à sua vocação de beleza, e nos esperarão tranqüilos.

Três partes de uma brincadeira musical, que certamente teria sido composta por Vivaldi ou Mozart, se tivessem vivido aqui.

Primeiro movimento, "Ipê-Rosa", andante tranqüilo, como o coral de Bach que descreve as ovelhas pastando. Ouve-se o som rural do órgão.

Segundo movimento, “Ipê-Amarelo”, rondo vivace, em que os metais, cores parecidas com as do ipê, fazem soar a exuberância da vida.

Terceiro Movimento,"Ipê-Branco’, moderato, em que os violoncelos falam de paz e esperança.


Penso que os ipês são uma metáfora do que poderíamos ser. Seria bom se pudéssemos nos abrir

para

o

amor

no

inverno....”

Nenhum comentário:

Postar um comentário