segunda-feira, 7 de junho de 2010

Se tudo parece feio...



The Man of La Mancha – 1972 – direção de Arthur Hiller – Peter O’Toole e Sophia Loren –


Arthur Hiller dirigiu grandes sucessos, presidiu a Academia, teve uma carreira prestigiosa. Entretanto a meu ver nada superou seu trabalho em ‘The Man of La Mancha’. De fato, encontro neste filme aquela conjunção feliz, muitas vezes única, do alinhamento favorável dos astros. Pois então, temos o monumental Cervantes, num roteiro muito bom, que não degrada a obra cervantina e a interpreta de maneira original. Um Peter O’Toole, ator inesquecível, num Quijote insuperável. Sem falar na trilha sonora... Uma canção que já mereceu a atenção do Chico Buarque. E mais, Sophia!, Dulcinéia, Aldonza... Que importa? Pode mudar vidas! Como Cervantes mudou a própria, e continua mudando ao longo dos tempos. Enfim, se faz frio, a noite é escura, tudo parece perdido e o que se tem à mão é um filme, escolha ‘The Man of La Mancha’, e o sol pode aparecer. Não me restam dúvidas que as forças líricas do universo conspiraram na realização deste filme. Contam que Dostoievski teria dito (contam...) que se tivesse que defender a humanidade num julgamento diante de Deus, pediria a este que lesse o ‘Dom Quixote’ de Cervantes. Eu já decidi plagiar Dostoievski e fazer o mesmo se me encontrar numa situação assim (sim, sou pretensiosa). E então, para estimular todo mundo a entrar na loucura salvadora do Cavaleiro da Triste Figura, vai aí a sugestão de começar pelo filme de Hiller. Penso que é um bom começo... E como sabem os devotos do ‘Senhor do Bom Começo’ e os estudiosos de Aristóteles, um bom começo é mais que a metade do caminho.


Impossible Dream:


To dream the impossible dream

To fight the unbeatable foe

To bear with unbearable sorrow

And to run where the brave dare not go

To right the unrightable wrong

And to love pure and chaste from afar

To try when your arms are too weary

To reach the unreachable star

This is my quest
To follow that star

No matter how hopeless

No matter how far

To fight for the right

Without question or pause

To be willing to march, march into hell

For that heavenly cause

And I know
If I'll only be true

To this glorious quest

That my heart

Will lie peaceful and calm

When I'm laid to my rest

And the world will be better for this

That one man, scorned and covered with scars,

Still strove with his last ounce of courage

To reach the unreachable, the unreachable,

The unreachable star

And I'll always dream

The impossible dream

Yes, and I'll reach

The unreachable star


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