segunda-feira, 2 de agosto de 2010


Agosto chegou mas seja por birra ou preguiça, continua minha quintaneação’ julina. Afinal os tempos são outros, tantos, e ao que se consta, estão loucos. E nem estou mais interessada na salvação, e mais ainda, necessitada de conformação com a repetição. Enfadada mesmo só com a falta de educação. Totalmente cansada do cansaço. Uma chateação tanta poluição. Daí talvez a insistência do anjo Quintana querendo mostrar aonde é que ainda tem ar puro:


Fantasia & realidade

As crianças não brincam de brincar. Brincam de verdade. Assim as fantasias do poeta, que não o são no sentido que lhe atribuem os burgueses e os intelectuais materialistas. Um dia numa dessas pesquisas que às vezes elas fazem, me perguntou uma pequena colegial se os Anjos existiam. Respondi-lhe que, em vista da frequência com que costumavam aparecer em meus poemas, deviam mesmo existir. Depois fiquei a pensar se a minha resposta não seria mais profunda do que parecia... Pois nisto de criação literária cumpre não esquecer- guardada a infinita distância – que o mundo também foi criado por palavras.


AMÉM.

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