segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Pois:



(...) “Aqui, não resisto à tentação de relembrar a oposição freudiana entre o direito público e seu supereu obsceno: da mesma forma, não seriam as ‘organizações terroristas internacionais’ o lado obsceno de uma grande empresa multinacional – a máquina rizomática definitiva, onipresente, mas sem base territorial definida? Não são elas a forma em que os ‘fundamentalismos nacionalistas e/ou religiosos’ se acomodaram ao capitalismo global? Não corporificam a contradição última, com seu conteúdo particular ou exclusivo e funcionamento dinâmico global?”.

In 'Bem vindo ao deserto do real', Slavoj Zizek, Boitempo Editorial, SP, 2005.


Nascido em 1949 na Eslovênia. Bacharel em letras; estudou filosofia na Universidade de Liubliana (sua cidade natal), e tornou-se doutor em 1981. Quatro anos mais tarde tornou-se doutor em psicanálise na Universidade Paris VIII. É professor convidado em várias universidades americanas e européias. Tem vasta e eclética publicação, debruçando-se sobre a vida contemporânea É seguidor de Lacan, e apresenta uma consistente formação filosófica, sociológica e histórica. Foi militante dos movimentos democráticos dos anos 80. Muito valiosa a colaboração de Slavoj Zizek à nossa ‘estúpida, brilhante e explosiva’ vida contemporânea.

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