terça-feira, 12 de outubro de 2010

Criança e poesia:

Emergência

Mário Quintana

Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela
abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
- para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

Quer segurar um poema com suas mãos?
Cheirá-lo?
Apertá-lo com força e sentir sua textura?
É simples: olhe, observe, beije uma criança.
No dia das crianças, o clube Quase-Ser-Tão reverencia esses grandes poemas ambulantes, soltos por aí, que nenhum adulto apressado tem tempo pra curtir. Com a carinha linda da Laura, a gente presenteia todo mundo. Beijos, Laurita!

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