sábado, 20 de novembro de 2010

De Wolf para Estevão:


“(...) Mas não há nenhuma nova ordem nem nenhuma nova desordem amorosa a defender. Muitos padrões de comportamento modelizados e modelizadores, muitos padrões de comportamento rebelde, nenhum padrão. Só quem atravessa é que sabe o segredo de algo que é vivido de maneira singular, constelações que não estão codificadas pela cultura e pela sociedade, puras singularidades. E estas singularidades, dimensão que estamos remetidos quando entramos por esses labirintos, essas singularidades são heréticas, eu digo entre aspas, “heréticas”, porque elas não têm lugar nos códigos dados, nos códigos prontos, movimento que passa pelas malhas das ortodoxias (“Não importa com quem você se deite/ que você se delete seja com quem for/ apenas te peço que aceite/ o meu estranho amor”, Caetano Veloso, Nosso estranho amor). Segredo poético-musical, claríssimo, oculto e óbvio, eclipse oculto, lugar-comum. O que será.” (grifo meu)


In A paixão Dionisíaca em Tristão e Isolda, José Miguel Wisnik, in Os sentidos da paixão, Funarte/Companhia das Letras, Coordenação Adauto Novaes, SP, 1987.

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