sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

De Pedro para Lóri:



“Não sei se é amor que tens, ou amor que finges,
O que me dás. Dás-mo. Tanto me basta.
Já que o não sou por tempo,
Seja eu jovem por erro.
Pouco os deuses nos dão, e o pouco é falso.
Porém, se o dão, falso que seja, a dádiva
É verdadeira. Aceito,
Cerro olhos: é bastante.
Que mais quero?"

In Fernando Pessoa, Obra Completa, Odes de Ricardo Reis, Nova Aguilar, RJ, 1986.

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