domingo, 5 de dezembro de 2010

Festejando Sabrina Hemmi: Em silêncios sendo...

“(...) Arte que cantei, todas as cachaças. Depois os outros à fanfa entoaram – mesmo sem me entender, só por bazófias – mas rogando no estatuto daquela letra e retornando meu rompante. Cantavam melhor, cantando. De todos, menos vi Diadorim: ele era o em silêncios. Ao de que triste; e como eu ia poder levar em altos aquela tristeza? Aí – eu quis: feito a correnteza. Daí, não quis, não, de repentemente. Desde que era o chefe, assim eu via Diadorim de mim mais apartado. Quieto. Muito quieto é que a gente chama o amor: como em quieto as coisas chamam a gente. E já se estava antefrente do Paracatu – que também recovava o pouco e escasso. Esbarrei não, nem examinei o adiante. Demiti meu cavalo n’água. Os outros me acompanharam. Assim atravessamos."

in Grande Sertão: Veredas, Guimarães Rosa.

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