segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

porque de repente dói...


(...) “Me olhei num espelho e não me vi. Não vi nada. Só o campo, liso, às vácuas, aberto como o sol, água limpíssima, à dispersão da luz, tapadamente tudo. Eu não tinha formas, rosto? Apalpei-me, em muito. Mas o invisto. O ficto. O sem evidência física. Eu era – o transparente contemplador?”


In Primeiras estórias, Guimarães Rosa, J. Olympio, RJ, 1972.

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