quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Para Amel, com os melhores votos de felicidade.

Invictus

William E. Henley

Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeoning of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate;
I am the captain of my soul.
Invictus

Tradutor: André C S Masini (tradução publicada originalmenteno livro "Pequena Coletânea de Poesias de Língua Inglesa)


Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.


(foto: Gregory Colbert)
William Ernest Henley, nasceu na Inglaterra, em 1849, filho de um vendedor de livros. Aos doze anos de idade recebeu o diagnóstico de artrite decorrente do bacilo da tuberculose. Aos dezesseis teve a perna esquerda amputada abaixo do joelho. Em 1867, perdeu seu pai tornando-se arrimo da família. Em 1869 mudou-se para Londres onde conseguiu emprego como jornalista autônomo. Em 1872, foi para Edimburgo na Escócia, para se tratar. Aí escreveu a coleção de poemas In Hospital e se apaixonou por Anna Boyle, com quem viria a se casar. Em 1875 tornou-se amigo de Robert Louis Stevenson e retornou a Londres, tornando-se editor da revista London. Em 1878 casou-se com Anna Boyle com quem teve uma filha, Margaret, em 1888, que faleceu de meningite aos 5 anos. Em 1889, passa a editor da revista Scots Observer, e escreve uma crítica desfavorável de O Retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde que desencadeou uma célebre controvérsia entre ambos. Henley era um homem entusiasmado e apaixonado, com opiniões veementes e emoções intensas, e teve discussões com muitos outros contemporâneos. Permaneceu editor de Scots Observer (cujo nome havia mudado para “National Observer”) até 1894. Morreu em 1903 de tuberculose.

(Fragmento da biografia por André C S Masini, 2000 , originalmente publicada no livro "Pequena Coletânea de Poesias de Língua Inglesa". André C S Masini é escritor, tradutor, poeta e estudioso de versificação. É também Auditor Fiscal da Receita Federal e Diretor Geral da Casa da Cultura)

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