segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Uma das mais belas metáforas do infinito: para Marcel

“Vi o populoso mar, vi a aurora e a tarde, vi as multidões da América, vi uma prateada teia de aranha no centro de uma negra pirâmide... vi intermináveis olhos próximos se perscrutando em mim, como num espelho, vi todos os espelhos do planeta e nenhum me refletiu... Vi o Aleph, vi no Aleph a terra, e na terra outra terra, vi meu rosto e minhas vísceras, vi teu rosto, e senti vertigem e chorei, porque meus olhos tinham contemplado esse objeto secreto e conjetural, cujo nome os homens usurpam, mas que nenhum homem jamais olhou: o inconcebível universo”.

In O Aleph, Jorge Luis Borges, 1949.

Nenhum comentário:

Postar um comentário