sexta-feira, 11 de março de 2011

MULHER 11:


“Em suma, representaram os papéis de homem e mulher por dez minutos, com grande intensidade, e depois recaíram nas suas maneiras habituais. A arquiduquesa (que doravante deve ser conhecida como arquiduque) contou a sua história – que era homem, e sempre o havia sido; que vira um retrato de Orlando e dele se enamorara desesperadamente; que, para atingir seus fins, vestira-se de mulher e alojara-se na casa do padeiro; que ficara desolado quando ele fugira para a Turquia; que soubera de sua mudança e apressava-se a oferecer os seus serviços (fazia seu jogo e observava de um modo intolerável)”.
In Orlando, Virginia Woolf, tradução de Cecília Meireles, 3 ª edição, Nova Fronteira, RJ, 1978.

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