quarta-feira, 13 de abril de 2011

Aprendendo:

O  polonês Czeslaw Milosz (1911-2004) foi poeta e ensaísta; homem do século XX, vivenciou as reviravoltas políticas, sociais, estéticas e mais o que seja daquele século. Não se furtou: viu o deus e o diabo de frente. Nasceu onde hoje é a Lituânia, viveu a infância em meio à Primeira Guerra Mundial. Depois da guerra, sua cidade natal passou a fazer parte da Polônia. Em Varsóvia, combateu os nazistas na Segunda Guerra. Tornou-se depois adido cultural da república polonesa junto a Washington. Iniciou combate ao stalinismo e pediu asilo político na França em 1953, quando publicou  Mente Cativa, onde critica o Partido Comunista Polonês.



Em 1960, Milosz retorna aos EUA e assume a cátedra de literatura na Universidade da Califórnia, em Berkeley. Naturalizou-se americano. Dominava diversas línguas, entre elas o latim, grego e hebraico; tornou-se tradutor de Shakespeare, Milton e T.S Eliot, entre outros, para o polonês. Recebeu o Nobel de Literatura em 1980, e retornou para a Polônia no, hoje, quase mítico ano de 1989. E lá morreu em agosto de 2004, aos 94 anos. Católico — como a maioria dos poloneses, Milosz declarou certa vez que era “um grande partidário da esperança humana”.

Sugerimos MENTE CATIVA, Novo século, São Paulo, 2010, pra começar. Nos seguintes dias deste abril, vamos conhecer um pouco da poesia e do pensamento deste grande.


“Sou um poeta da realidade.

Digo que a terra não é um eco,

Nem o homem um fantasma. ”

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