sábado, 21 de maio de 2011

Primeiros prêmios saem em Cannes:


Neste ano, o júri especial da associação internacional de críticos presidido pelo crítico brasileiro José Carlos Avellar premiou “Le Havre”, filme do finlandês Aki Kaurismaki sobre um boêmio que ajuda um menino imigrante da África a se esconder da polícia no norte da França. "Ver este filme nos deixou contentes, sobretudo pela esperança, por sua delicadeza, por sua simplicidade, por sua ternura. Embora trate de problemas familiares graves e da imigração clandestina, o faz sem agressividade, sem ironia", disse Avellar em declarações à AFP.

"Le Havre é uma ode à esperança, à solidariedade, à fraternidade. Aki Kaurismaki nos leva a um mundo que ele transfigura com a magia das cores, o humor dos diálogos, a humanidade dos personagens", segundo o Júri.

Em pesquisas realizadas com críticos internacionais, "Le Havre", que o cineasta finlandês definiu como um "conto de fadas", aparece em primeiro lugar entre os favoritos à Palma de Ouro, após cativar a crítica com a história de um engraxate e de seus amigos que ajudam um menino africano clandestino neste porto do norte da França.

"O bom de um festival como o de Cannes é que, além dos grandes prêmios, um bom filme sempre tem a possibilidade de conquistar algum dos prêmios paralelos, que chamam a atenção dos cinéfilos sobre esta obra em particular", declarou Avellar.

Na mostra Un Certain Regard, a segunda mostra da seleção oficial (a primeira é a Competição), o júri presidido pelo sérvio Emir Kusturica dividiu o prêmio de melhor filme entre o coreano “Arirang”, de Kim Ki-Duk (o mesmo de “Primavera, Verão, Outono, Inverno...”) e o alemão “Haut Auf Freier Strecke” (Parada em pleno vôo), de Andreas Dresen.
O russo “Elena”, de Andrey Zvyagintsev, ficou com o prêmio especial do júri, e “Au Revoir” (Adeus) do iraniano Mohammad Rasoulof, venceu o prêmio de direção. Rasoulof estava impedido de vir ao festival apresentar o filme, mas o governo do Irã o liberou de última hora.
 
Outro prêmio já entregue em Cannes foi o do Júri Ecumênico, que premia os filmes que melhor desenvolvem questões humanistas. O prêmio principal ficou com o italiano “This Must Be The Place”, de Paolo Sorrentino, estrelado por Sean Penn. Segundo o júri, o filme “é a viagem interior e a odisséia de um homem em busca de suas raízes judias e de maturidade, reconciliação e esperança”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário