quarta-feira, 15 de junho de 2011

BLUE VALENTINE, o filme: ‘sabe quando você tem que dançar quando aquela música está tocando?’




Ok. Calma. Vamos devagar. Como um livro muito bom, denso e definitivo, este filme merece ser revisto. E visto novamente. Mas só para quem quer saber o que é ser gente, gente humano, gente de sangue nas veias, emoção no coração, e razão na cabeça. Não é pra qualquer um.


Ok. Calma. Vontade de dizer palavrão para o século XX. Coisas para as quais ainda não temos palavras, coisas que despencam sobre nossas cabeças. Coisas maiores que nossas intenções. O amor está morto: declaração solene do século XX. Daí, diante desta declaração, existem dois tipos de pessoas (ambos perplexos). As que não conheceram o amor, e decidem reinventá-lo. Estas, lutam todo dia, e são imprescindíveis (penso que é o que diria Brecht sobre a revolução nossa de cada dia, quero dizer, a revolução de hoje). E existem as que não conheceram o amor, e não se dão ao trabalho. ‘Tá morto. Tá posto. Tratemos de outro assunto’ (estas são as que estão perdidas no mundo dos adereços, dizia eu há muitos anos atrás. Pois já estive perdida neste mundo, é preciso confessar). 


Ok. Calma. Tem vida inteligente no cinema. Lindo filme. Vi gente saindo no meio do filme. Várias pessoas. Vi gente resmungando no final do filme.


 Eu adorei. Mas preciso de tempo. E ao mesmo tempo, preciso escrever (pra me sentir melhor?). Preciso de tempo.


Atuação mais que perfeita dos protagonistas. Difícil dizer quem está melhor: Michelle Williams (foi indicada ao Oscar) e Ryan Gosling. A montagem é chiquérrima, contemporânea e, acreditem!, elegante. O roteiro é afiado. Coisa de gente grande.
Direção: Derek Cianfrance
Roteiro: Derek Cianfrance, Cami Delavigne , Joey Curtis


ps 1: sem comentar a babaquice de sempre dos títulos dos filmes no Brasil : Namorados para sempre (esqueça!!)
ps 2: atenção à desesperada declaração da 'mocinha' a certa altura: 'eu sou o homem da história...'. Pois é, pobresita, ela fala mas nem se escuta... (vou me calar por hoje)

Um comentário:

  1. Concordo... É um filme "pesado"; é preciso para pensar, repensar e....pensar novamente. Ainda pensando também...

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