sexta-feira, 24 de junho de 2011

Midnight in Paris



Fui lá porque, é claro, eu queria ver Woody Allen outra vez. Depois de algum tempo (nos anos 90, eu diria...) de preguiça de Woody, cheguei aos anos 2000 fazendo penitência e reconhecendo que a ‘preguiça’ de Woody não era de Woody, mas de mim mesmo, ou melhor,  era pura negação de que... Era covardia mesmo. Ah, Woody esteve sempre com a razão: tudo é poesia, ou nada. Uau, como foi difícil aceitar isso, naquele tempo era preciso ser muito, muito ousado – noutras palavras, ser gênio – para falar que não há vida fora da poesia. E então foi assim que Woody Allen continua o mesmo, exatamente igual, e espetacularmente cada vez melhor. Eu me lembro que desejei ir aos EUA somente porque assisti Manhattan, para logo depois descobrir que eu queria mesmo era a cidade de Allen. E agora (lembram de 'Todos dizem Eu te amo'?) temos a dádiva de Midnight in Paris. É poesia em estado puro, sólido, líquido... 
Em estado cinematográfico. Quem precisa ir a Paris? Todo mundo tem que ir a Paris, desde que vá com Woody... Não dá pra falar do filme. Só dá pra falar: vá aprender a viajar. Para homenagear Woody Allen vamos lembrar Gaston Bachelard e suas poéticas. É. A vida de verdade é assim... uma coisa leva a outra....

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