domingo, 31 de julho de 2011

Malkovichiniano: cinema bom.


“The Great Buck Howard” estreou por aqui em janeiro de 2010(com o horroroso nome de “A mente que mente”), foi classificado como comédia e passou relativamente despercebido. Entretanto é um filme interessante por diferentes razões, desde o fato de ter uma história bem construída até as curiosidades que carrega e mais ainda, as críticas que estampa sob forma de caricatura (muitas vezes penso que ‘os críticos’ preferem ver ‘apenas’ comédia nas caricaturas). Não o classifico como comédia e sim como um drama bem construído capaz de ‘instruir-me’. E isso não quer dizer que acho a comédia, um gênero menor e tititi e tototó. Pelo contrário. É simplesmente diferente, e pode ser genial (como as que Woody Allen faz e Groucho Marx fez). O filme foi escrito e dirigido por Sean McGinly, que trabalhou e viajou com o “verdadeiro Amazing George",  inspiração central da história. Primeira curiosidade, da vida para a arte. De um trabalho para outro; Sean fez cinema com sua própria história, recriando a história do seu patrão. Trata-se de  um 'show-man', no caso um mágico, perambulando pelos corredores da mídia, pelas esquinas da fama, entre as intrigas, mazelas e hipocrisias do 'show-business'. Uma personalidade, de fato e de direito, Mister Buck Howard, que John Malkovich faz da maravilhosa maneira ‘malkovichiana’, bem conhecida e que por si só, vale o programa. Segura sozinho a trama que trás entre seus fios, o aprendiz, o gerente, o secretário, o acompanhante.... não importa, e esta é uma das questões da trama. Este papel é feito por Colin Hanks, filho do Tom, que produziu o filme, e aparece fazendo o papel de pai de seu filho, no filme. Um filho que foge da faculdade, porque não gosta dali, para desgosto do pai, e tititi e tatatá... Pois este pedaço da história, sim, nós conhecemos bem. E interessa bastante a quem pensa em educação, em pais e filhos, professores e alunos, mestres e aprendizes, trabalho, profissão, sucesso e dinheiro. É isto. The Great Buck Howard vale o programa. E tem também uma boa dose de poesia, ao se interrogar pela crença versus ceticismo. E eu ainda me pergunto: e se os americanos fossem tão bons na vida real como são no cinema? (aprendi um significado mais preciso e interessante para esta expressão – vida real - recentemente: ‘vida real é o que acontece diferentemente do que a gente pensa’, e adorei isso)


Elenco: Colin Hanks, Tom Hanks, John Malkovich, B.J. Hendricks, Emily Blunt, Jacquie Barnbrook, Ankur Bhatt, Osa Danam, Bubba Da Skitso, Griffin Dunne, Patrick Fischler, Matthew Gray Gubler, Nate Hartley.

Direção: Sean McGinly 


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