quarta-feira, 13 de julho de 2011

Para o Pedro: Dia mundial do Rock


Em 13 de julho de 1985 aconteceu o que se conhece como 'maior show musical' de todos os tempos. Trata-se do concerto LIVE AID, organizado por Bob Geldof (cantor, compositor e ator irlandês), que reuniu os astros do rock ‘n roll daquele então (Led Zeppelin, Queen, David Bowie, Mick Jagger, Paul McCartney, Madonna, Eric Clapton, U2 entre muitos outros), simultaneamente em Londres e Filadélfia, com a intenção de socorrer a fome na Etiópia. Foi transmitido ao vivo para vários países e, vinte anos depois, ou seja, em 13 de julho de 2005, o mesmo Bob organizou o LIVE 8, simultaneamente em alguns países, com o objetivo de pressionar o conhecido G8 quanto à “dívida externa” dos países do terceiro mundo. Desde então, o dia 13 de julho passou a ser chamado de DIA MUNDIAL DO ROCK. Como já falamos algumas vezes, aqui e acolá, nós somos seres de símbolos; e necessitamos de rituais. É assim: necessitamos. Só assim nossa lucidez se organiza e poderá discernir... mas, falávamos do ROCK, pois é... conta-se que em  1951, em Cleveland, um sujeito chamado Alan Freed começou a tocar ‘rhythm and blues’ [será que fica bom dizer ‘rítmo e tristeza?’],  reunindo pela primeira vez negros e brancos, e que foi o primeiro a utilizar a expressão 'rock and roll' para descrever o fenômeno. Mas o termo ‘rock ‘n roll’ já aparecia nas letras das músicas e no diálogo da juventude americana daquele então. A expressão ‘rocking and rolling’ era uma gíria para ‘dançar ou transar’ e teria sido gravada pela primeira vez numa canção de 1922. Posteriormente, surgiu o termo "rockabilly" , de rock e hillbilly, este último uma referência à música country, chamada assim nos anos quarenta e cinqüenta.  “Rockabilly", geralmente,  se refere ao tipo de 'rock and roll' tocado e gravado em meados dos anos 1950 por cantores brancos, como Elvis Presley, Carl Perkins e Jerry Lee Lewis, com forte influência country. Outros cantores populares de 'rock and roll' da época, tipo Chuck Berry e Little Richard, também vieram da tradição do 'rhythm and blues'. O primeiro grande concerto de 'rock and roll', foi "Moondog Coronation Ball", em 21 de março de 1952. Desde o começo,  a música 'rock and roll' gerou novos estilos de dança. A partir de meados dos anos 1960, quando o 'rock and roll' tornou-se definitivamente 'rock', a dança tornou-se elemento inseparável desta música, começando pelo twist, e logo, disco, funk,  house e techno.


Jovens britânicos escutavam R&B avidamente e a Grã-Bretanha mostrou-se terreno fértil para este movimento. A cultura britânica favoreceu o estilo e, rapidamente, tornou-se um novo centro de 'rock and roll'. E assim chegamos aos  Beatles, em Liverpool , Rolling Stones e  Yardbirds, em Londres, The Animals em Newcastle, e Them, em Belfast. BUT... o rock é uma ‘coisa’ tão imensa que sinto-me idiota tentando te contar esta história... mas é preciso tentar... 


 
Márcia Tiburi na revista Cult, junho/2011:
'Filósofos pelo mundo afora vêm se dedicando a compreender o fenômeno do rock. Na França e nos Estados Unidos, pensadores escrevem filosofias e ontologias do rock. No Brasil, Daniel Lins vem falando do encontro entre Bob Dylan e Gilles Deleuze. Esta que vos escreve trabalha em um diálogo/rock com o músico Thedy Corrêa. Podemos estabelecer diálogos entre bandas e estilos da vasta história do rock e filósofos da tradição. Podemos tentar entender o que há de filosófico nas letras, canções e performances do rock. A questão do rock é cultural e antropológica e, quando a tratamos como questão filosófica, há um mundo de reflexões a serem construídas.
Podemos vê-lo como questão de linguagem baseada em uma ontologia (do modo existência) da obra gravada. Podemos pensar também no que seria a filosofia depois do advento do rock, pois ele foi uma transformação tão radical da cultura quanto foram a psicanálise e o feminismo, a partir dos quais devemos também pensar a filosofia como experiência reflexiva de um tempo.
Podemos falar de rock como um “cogito do tempo”, como o chamou o filósofo francês Jean-Luc Nancy. Podemos também entender em que sentido o rock é ele mesmo uma expressão filosófica, um método como pensamento-ação-expressão e, nesse sentido, como a própria filosofia pode ser ela mesma um tanto “rock”. Ou rockfilosofia, aquela que, contagiada de rock, propõe pensar dançando, provocando, causando efeitos e livrando-nos de todo autoritarismo.'(...)
 Você pode ler o artigo inteiro em: http://revistacult.uol.com.br/home/2011/06/rockfilosofia/

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