segunda-feira, 25 de julho de 2011

Para o Vagner:

(São Paulo de Rembrandt)

“Poucos anos após a morte e ressurreição de Cristo, no ano 36 d. C mais ou menos, converte-se ao cristianismo o fariseu Saul, perseguidor dos cristãos. Nascido em Tarso, na Cilícia, fora educado em Jerusalém, na escola de Gamaliel (At. 22,3), segundo os princípios do mais autêntico judaísmo. Parece que não conheceu Jesus pessoalmente, mas a visão do Cristo Ressuscitado no caminho de Damasco (At. 9,3) foi para ele uma experiência semelhante à dos apóstolos (1 Cor 15,5-8), que se tornaram testemunhas da ressurreição de Cristo e pregadores de seu Evangelho. Da mesma forma, Paulo, nesse momento, não só se converte à fé em Cristo, mas também se sente chamado por Deus para o ministério apostólico. Suas primeiras experiências como membro da Igreja nascente ele as descreve em Gl 1, 15-2,10.
Apóstolo das nações, pregou o Evangelho, sobretudo aos pagãos, percorrendo em três viagens missionárias quase todo o Império Romano. Por toda parte lançava a boa semente, e de sua pregação surgiam comunidades, com as quais mantinha contatos através de seus mensageiros e também por correspondência.
Todas as suas cartas são escritos de ocasião, abordando situações concretas das comunidades e completando o ensinamento transmitido; supõem, portanto, o querigma e a catequese anteriores. Daí a necessidade de se conhecer a vida das comunidades cristãs primitivas para melhor compreensão da mensagem paulina. Mas, em suas respostas, Paulo sempre se baseava em princípios que são válidos em qualquer época; além disso, muitos problemas antigos continuam atuais. Por isso, mereciam ser incluídas na Bíblia as cartas paulinas: elas possuem um valor perene.
Quatorze cartas, divididas em cinco grupos, são associadas ao nome de Paulo:
1.       As duas cartas aos Tessalonicenses, escritas durante sua segunda viagem missionária, no ano 51, que são os textos mais antigos do Novo Testamento.
2.       As “grandes” cartas: aos Romanos, as duas aos Coríntios e a carta aos Gálatas.
3.       As “cartas do cativeiro”, escritas na prisão: aos Efésios, Filipenses, Colossenses e Filêmon.
4.       As cartas “pastorais”, dirigidas a chefes de comunidades: duas a Timóteo e uma a Tito.
5.       A carta aos Hebreus que, sem ser obra de Paulo, pode ser atribuída a sua escola.
Nas longas e arriscadas viagens que fez “para levar a salvação até os confins da terra” (At 13,47), Paulo enfrentou perigos mortais e também a perseguição constante de seus irmãos judeus. Depois de muitas prisões e processos diante das autoridades, ele deu a vida por Cristo em Roma, na perseguição de Nero, no ano 67.” (Bíblia Sagrada de Aparecida, p. 1682)

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