sexta-feira, 29 de julho de 2011

Prêmio Príncipe das Astúrias e Leonard Cohen

Os Prêmios Príncipe de Astúrias são uma série de prêmios anuais atribuídos pela Fundación Príncipe de Asturias, na Espanha , a indivíduos ou instituições de todo o mundo que tenham produzido contribuições notáveis nas seguintes áreas (não conhecemos os critérios, mas são estas as categorias estabelecidas): artes, esportes, comunicação, ciência social, humanidades, investigação científica, letras e cooperação internacional. Os prêmios são apresentados em Oviedo, capital do Principado de Astúrias. A premiação existe desde 1981, e tem como símbolo uma escultura do catalão Joan Miró, entregue anualmente em outubro aos vencedores, além de 55 mil euros a cada um.

Em 2011, Leonard Cohen (uma de nossas musas) foi o vencedor na categoria LETRAS, além de indicado na categoria Artes, como compositor e cantor, aliás, atividade pela qual é muito mais conhecido. O júri constituído pelos escritores Andrés Amorós, Juan José Armas Marcelo, Fernando Sánchez Dragó, Berta Piñán e pela diretora do Instituto Cervantes, Cármen Cafarell, destacou a riqueza das letras das músicas de Cohen, assim como os seus trabalhos e livros publicados. O prêmio pretende ser um reconhecimento de trabalho criativo ou de investigação que constitua uma contribuição significativa para a cultura universal nos campos da literatura ou da linguística. Na edição deste ano, o escritor português António Lobo Antunes foi um dos 32 candidatos de 25 nacionalidades diferentes ao Prêmio Príncipe das Astúrias das Letras. Cohen ainda venceu nomes como Ian McEwan e Alice Munro. O escritor libanês Amin Maalouf. Vargas Llosa, Camilo José Cela, Günter Grass, Doris Lessing, Paul Auster, Cláudio Magris e Amos Oz foram alguns dos ganhadores de edições anteriores na área das Letras. Leonard Cohen tem todo o direito à legenda LENDA (como é gostoso o meu francês...).
A meu ver, é materialização de uma utopia. Ou seja, um paradoxo. Por exemplo, ele consegue ser inspiração do grupo Nirvana (a canção Pennyroyal Tea), ser citado por José Saramago no livro ‘História do Cerco de Lisboa’ e por Elizabeth Gilbert no best-seller ‘Comer, rezar e amar’. É mais velho que Elvis Presley, fez sucesso como escritor na adolescência, como músico na juventude, sumiu por oito anos num monastério budista, voltou para os palcos e... Bom, viva a Vida! Que felicidade podermos aplaudir e compartir com o gênio Cohen.

E por isso, mais um pouco, para comemorar e lembrar...



I saw you this morning
You were moving so fast
Can’t seem to loosen my grip
On the past
And I miss you so much
There’s no one in sight
And we’re still making love
In my secret life
I smile when I’m angry
I cheat and I lie
I do what I have to do
To get by
But I know what is wrong,
And I know what is right
And I’d die for the truth
In my secret life
Hold on, hold on, my brother
My sister, hold on tight
I finally got my orders
I’ll be marching through the morning,
Marching through the night,
Moving cross the borders
Of my secret life
Looked through the paper
Makes you want to cry
Nobody cares if the people
Live or die
And the dealer wants you thinking
That it’s either black or white
Thank God it’s not that simple
In my secret life
I bite my lip
I buy what I’m told:
From the latest hit,
To the wisdom of old
But I’m always alone
And my heart is like ice
And it’s crowded and cold
In my secret life


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