sábado, 24 de setembro de 2011

2º dia do Rock In Rio


Bom, não pretendemos falar muito sobre o evento. Já sabemos que falarão o suficiente e muito mais, esgotarão, cansarão e... Enfim, vamos deixar para os ‘especialistas’. De fato, já houve de tudo, foi bobo, foi esquisito, foi bonito, foi emocionante, não deu pra entender, foi forçação... Mas aconteceu algo hoje que deu vontade de falar: o show intimista de Milton e Esperanza Spalding. Aceito a acusação de parcialidade. Ok, talvez seja mesmo. Mas adorei a história.

Esperanza Spalding é uma violoncelista, nascida em Portland em 8 de outubro de 1984, que se apaixonou por Yo-Yo Ma aos quatro anos de idade e aos cinco tocava violino. Aos 15 anos era a primeira violinista da orquestra de Oregon. Já se apresentou com os maiores nomes do jazz e tem sido celebrada como a grande artista em ascensão, em especial depois que derrotou Justin Bieber no Grammy/2011 como artista revelação, gerando uma bobíssima reação dos fãs do rapaz. Já esteve no Brasil em 2006 com o cubano Roberto Fonseca, e gravou com Ana Carolina. É especialmente ligada à música de Milton Nascimento, e emociona ouvi-la cantar Ponta de Areia. No Rock in Rio, vai estar também com Stieve Wonder, mas destaca seu show com Milton, dizendo que este momento é até agora o melhor que já lhe aconteceu na carreira. É emocionante sentir seu esforço para cantar ‘Fé Cega, Faca Amolada’ e ‘Caxangá’ (é totalmente diferente, sem dúvida, mas a gente lembra-se de Elis, a última que prestou atenção nestas canções...). Hoje eles são grandes amigos, e ela não se cansa de falar ‘nos modos do Milton’ pois além dos múltiplos sentidos que ela encontra nas canções dele, o modo dele viver a inspira sempre. O que queremos dizer é que se trata de uma artista no sentido mais amplo da palavra, que já conquistou muito (desde atuações na Casa Branca para Obama, por mais de uma vez, a ser a professora mais jovem do prestigiado Berkeley College of Music).E no mais, seguiremos Esperanza...

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