terça-feira, 13 de setembro de 2011

Cinema: NINE, outra vez.

Revi NINE, de que já havia falado aqui em janeiro deste ano; gostei novamente, pois vi melhor. Então, falo de novo. 

Nine é um é musical/romance, de 2009, dirigido por Rob Marshall e roteiro de Michael Tolkin e Anthony Minghella. Baseado no musical do mesmo nome, inspirado por sua vez no famosérrimo 81/2 de Fellini.  É um belo filme, carregado de interpretações espetaculares, com ótima fotografia e de repente, tudo emociona. A homenagem ao cinema, a Fellini, à Itália. Daniel Day-Lewis, uma espécie de anjo/demônio do cinema, está mais uma vez impagável como Guido, o cineasta gênio perdido. E completado achado, pois o roteiro se encaminha para a ‘vida sem saída daquela vida’. Seguem-se Nicole Kidman, Marion Cottillard, Kate Hudson, Judi Dench, Penélope Cruz, Fergie, Sophia Loren e etc. A crise do homem lá pelos cinqüenta, as mulheres e suas tramas, a fascinação e a fragilidade do poder e da fama, a rapinagem da mídia... E uma montagem interessante e delicada, um lirismo ao mesmo tempo duro e terno, como em Fellini... E de repente, bate uma saudade com NINE. Nada de banalidades, tudo gira em torno do protagonista, o diretor genial que perdeu a inspiração e o ânimo (que Daniel segura magnificamente), com profundidade e esmero.  O sucesso alcançado não me parece fazer justiça ao que os personagens exibem na tela. São mesmo espetaculares, e fazem justiça ao originalíssimo e genial Fellini. Enfim, é um musical, mas não é um musical comum, com músicas e coreografias ótimas, apesar de tudo. Refaz Fellini (uma heresia a principio), mas se sai bem. É difícil, profundo, mas perfeitamente palatável. Prepare-se para NINE, e será bem servido.

 

 

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