quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Giselle e a Secretaria de Políticas para Mulheres


 
“A Secretaria de Políticas para Mulheres do governo federal pediu ao Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) a suspensão do campanha publicitária "Hope ensina", que traz a modelo Gisele Bündchen mostrando a "melhor maneira" de contar más notícias ao marido.
Primeiro, Gisele aparece usando roupas normais para falar, por exemplo, que bateu o carro. A estratégia é classificada como "errada" e em seguida a forma "correta" é mostrada: a modelo repete a notícia, usando apenas lingerie. "Você é brasileira, use seu charme", conclui a peça publicitária, que está no ar desde o último dia 20.
A secretaria afirmou que recebeu, por meio da ouvidoria, diversas manifestações de indignação contra a peça. Foram enviados dois ofícios --um ao Conar, pedindo a suspensão da propaganda, e outro ao diretor da Hope Lingerie, Sylvio Korytowski, manifestando repúdio à campanha.
Para a secretaria, "a propaganda promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grandes avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas".
A Secretaria de Políticas para Mulheres também diz acreditar que o comercial reforça a discriminação contra a mulher, o que infringe a Constituição Federal. “

OPINIÃO:
Acho discriminação e coerção da livre expressão a proibição da Secretaria de Políticas para Mulheres; aliás, tenho dúvidas sobre a legitimidade da própria existência dessa secretaria. Estereótipo equivocado é uma expressão a se analisar. E fico a me perguntar ‘qual estereótipo a secretaria acha adequado criar’. Uau! Ou melhor, nada disso... o que eu gostaria mesmo é de usar o acontecido para pensarmos mais sobre ‘mulheres, homens, leis, educação...’. Encontro enorme equívoco na atitude da Secretaria. E ficaria muito contente se vocês opinassem usando essa deixa, colaborando assim para nosso estudo e esforço educativo.
Magda Maria Campos Pinto

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