quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Orhan Pamuk: O museu da Inocência

Orhan Pamuk, maravilhoso escritor turco, Nobel de Literatura de 2006, volta ao clube hoje (veja post de 02 de setembro de 2009). Agora  quero falar de O MUSEU DA INOCÊNCIA. É tão surpreendente quanto saboroso. É simples como se você estivesse caminhando tranquilamente pela cidade, vendo as pessoas e as coisas e é denso como a noite que cai no meio da tarde trazendo uma tempestade. É crítico, é severo; mas é luminoso pelos fortes fios de bondade que o atravessam por inteiro. É pesado e solto. Mas o melhor, o melhor mesmo é amor que o sustenta. Para além da absoluta acuidade do autor que nada perde de seu redor – sua cidade, seu tempo, sua gente, sua cultura – tem a definitiva entrega ao amor. Com a delicadeza e a solidão que lhe são peculiares. Orhan Pamuk, mais um escritor com quem me casei. É um dos melhores que já li nos últimos tempos, quiçá, o melhor (e isto é muito complicado para um leitor compulsivo). Mas enfim, é uma obra-prima. 

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