terça-feira, 11 de outubro de 2011

DRUMMOND para sempre

 
ONTEM

Carlos Drummond de Andrade


Até hoje perplexo
Ante o que murchou
E não eram pétalas.

De como este banco
Não reteve forma,
Cor ou lembrança.

Nem esta árvore
Balança o galho
Que balançava.

Tudo foi breve
E definitivo.
Eis está gravado

Não no ar, em mim,
Que por minha vez
Escrevo, dissipo.

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