domingo, 2 de outubro de 2011

Nosso Drummond diário




NOITE DE OUTUBRO

 Carlos Drummond de Andrade

Lua no apogeu.
Gama do Tucano brilha exageradamente.
O Zodíaco pesa-me sobre a cabeça,
Rastro de pecado, crime que não perpetrei.

Que fiz para cercar-me de tantas, tamanhas constelações
Atentas ao nascimento e à morte deste corpo
Como se ele fosse o Arquiduque do Mundo
E não esta lenta vírgula rastejante
No chão noturno da existência?

Um comentário:

  1. Um show! Fora da poesia, não há salvação! O blog está inativo? Que pena!

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