quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O corpo 2: Roland Barthes e Lucien Freud


“Roland Barthes escreveu: ‘Assim que eu me sinto olhado pela objetiva, tudo muda: eu vou logo fazendo ‘pose’, fabrico-me instantaneamente um outro corpo, metamorfoseio-me antecipadamente em imagem’. O ato de fotografar me faz passar de minha crença no estado de sujeito ao estado de objeto e, nesse sentido, esse é um momento de experiência da morte. ‘Pois o que a sociedade faz de minha foto, o que nela lê, eu não sei (seja como for, há tantas leituras de um mesmo rosto): mas quando me descubro no produto dessa operação, o que vejo é que me tornei Todo-Imagem, isto é, a Morte em pessoa; os outros – o Outro – desapropriam-me de mim mesmo (..)

In O Corpo como objeto de arte, Henri-Pierre Jeudy, Estação Liberdade, SP, 2002; Roland Barthes, A câmara clara: nota sobre a fotografia, FJ, Nova Fronteira, 1968.

(fotografia do Pintor - Lucien Freud - seu modelo e sua obra: 'não vemos o que ele vê, somente o que ele quer mostrar')

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