sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Pensamento do dia 77:

“De todos os homens que conheço, o mais sensato é o meu alfaiate. Cada vez que vou a ele, toma novamente as minhas medidas. Quanto aos outros, tomam a medida apenas uma vez e pensam que seu julgamento é sempre do meu tamanho”. (George Bernard Shaw)

 G. Bernard Shaw nasceu em Dublin em julho de 1856. Foi um dos grandes intelectuais europeus do século XX: dramaturgo, contista, ensaísta e romancista. O humor sarcástico e irreverente de uma inteligência revolucionária é a marca registrada de sua extensa obra. Rejeitou aos 16 anos a educação escolar formal e foi trabalhar num escritório. Instruiu-se de maneira autodidata, primeiramente através de visitas sistemáticas à National Gallery of Ireland (aberta ao público em 1864; abriga atualmente a maior coleção de arte irlandesa e uma das maiores da arte européia, desde as medievais à arte contemporânea) influenciado por sua mãe, amante das artes. Mudou-se para Londres, aos 20 anos, decidido a ser escritor; tornou-se vegetariano e socialista, e por muito tempo teve seus trabalhos rejeitados amplamente. Em 1885 conseguiu emprego na imprensa londrina e passou a escrever regularmente resenhas literárias e críticas de arte (inclusive de música); seu talento começou a ser reconhecido. Destaca-se como orador pujante e polêmico, sempre em defesa do socialismo.  Inicia uma produção literária variada e instigante. Durante a primeira guerra mundial publica os famosos panfletos ‘Common Sense About the War’, em defesa da paz, acusando, igualmente, os dois lados pela guerra. Recusou o Nobel de Literatura em 1925, e continuou o trabalho literário, agora com larga experimentação lingüística e fortalecendo a veia tragicômica. Manteve sempre uma correspondência farta, em especial com H. G. Wells (o visionário escritor britânico de A guerra dos mundos, A máquina do tempo etc.). Talvez sua peça teatral mais popular seja Pigmaleão (1913), que inspirou um musical em 1956 e um filme 'My Fair Lady' em 1938, refilmado maravilhosamente em 1964, com Audrey Hepburn, insuperável, como Elisa Doolitle. Por seu lado, a peça de Shaw é inspirada no mito de pigmaleão. O poeta romano Ovídio relata em sua obra Metamorfoses, que Pigmaleão, escultor e rei de Chipre, se apaixonara por uma estátua que esculpira, tentando reproduzir a mulher ideal. Afrodite, compadecendo-se do rei, deu vida à estátua, transformando-a numa mulher de carne e osso, pois que não havia no reino nenhuma mulher que se lhe equiparasse. 

 ( Audrey Hepburn em My fair lady)

Nenhum comentário:

Postar um comentário