domingo, 6 de novembro de 2011

Cinco de novembro é o Dia do Cinema Brasileiro

 

Falamos hoje porque ontem foi... Bem, impossível. Comemoremos hoje, portanto, e falando de um belo, complexo, excelente e pouco aplaudido ESTÔMAGO. De fato, o filme foi muito premiado no exterior e aqui; foi super comentado em 2007 no festival do Rio. Mas agora que foi possível vê-lo (sim, com todo esse atraso), acho importante falar mais. Primeiro, porque continua sendo ótimo ver o cuidado, o profissionalismo, a seriedade com que se está fazendo cinema no Brasil. Segundo, porque os jovens atores são geniais, o diretor é estreante em longa metragem, e o tema é muito bem tratado. Para Marcos Jorge, o diretor, o filme é "uma fábula nada infantil sobre poder, sexo e culinária", sem dúvida (quem sou eu pra discordar?), mas o filme vai além aos detalhes, cheio de subliminares (ou eu as inventei, não importa, pois ele me permitiu isso). João Miguel, já super elogiado pelos trabalhos anteriores (Cinemas, aspirinas e urubus, por exemplo) está extraordinário. Enfim, a cultura brasileira está lá com riqueza e sem caricaturas. Já é uma vitória. Temas difíceis (corrupção, pobreza, sexo, ética) são tratados diretamente, sem brutalidade nem pieguices. Estômago é difícil, mas é bom pra caramba. VIVA O CINEMA NACIONAL.
ESTOMÂGO // Titulo Original: (Estômago) // Lançamento: 01/01/2008 //Direção: Marcos Jorge

A data escolhida é a da morte de Humberto Mauro, saudado como primeiro grande cineasta do país. Ele realizou 13 longas, entre eles os clássicos: Ganga Bruta, Brasa Dormida e O Descobrimento do Brasil (com trilha sonora de Villa-Lobos e sob encomenda do governo). Mas Humberto Mauro não iniciou o cinema no Brasil. Quando ele começou a fazer seus primeiros filmes de aventura, ainda mudos, em Cataguases, interior de Minas Gerais, a sétima das artes já tinha história longa e sólida no país.
Em julho de 1896, apenas sete meses depois de os irmãos Lumière inaugurarem a sétima arte em Paris, o Rio de Janeiro exibiu a primeira sessão de cinema no Brasil. No ano seguinte, em 1897, Paschoal Segreto e José Roberto Cunha Salles abriram a primeira sala de cinema, também no Rio de Janeiro, na Rua do Ouvidor.
A sala chamava “Salão Novidades de Paris” e exibiu o primeiro filme brasileiro em 1898. O filme, rodado por Afonso Segreto, mostrava um documentário com imagens da Baía de Guanabara. Aliás, os documentários foram as primeiras produções brasileiras. Depois de 1912, começava uma incipiente produção nacional com “Os Três Irmãos” e “Na Primavera da Vida”, do cineasta Humberto Mauro. Mas foi somente em 1929 que foi lançado o primeiro filme brasileiro totalmente sonorizado. O filme se chamava “Limite” e foi filmado por Mário Peixoto. Em 1930, o primeiro estúdio de cinema do Brasil foi instalado no Rio de Janeiro, por Adhemar Gonzaga. Chamado de Cinédia, o estúdio produzia comédias musicais e dramas populares.
Em 1941, surgiu a Atlântida, famosa produtora das chanchadas que marcaram época, revelando cineastas como Carlos Manga. No fim da década de 40, foi a vez do estúdio Vera Cruz, que começou a produzir filmes no estilo de Hollywood. Em 1952, o filme “O Cangaceiro”, rodado por Lima Barreto, conseguiu entrar no circuito internacional e foi premiado no Festival de Cannes em 1953.

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