sábado, 5 de novembro de 2011

Dia Nacional da Cultura Brasileira



Cupuaçu, mandioca, guarani, guaraná,
Tupinambá, portuga, samba, cará,
Tom Jobim, Brasil, meu mulato enzoneiro,
Meu coração, não sei por que bate feliz...
Parintis, padim Ciço,
Deus e o Diabo na terra do sol,
Baixou o santo, ogum, valei São Jorge!
Coração americano, um sabor de vida e morte.
Tipo paulicéia desvairada,
E agora, José?
Agora; Gabriela, cravo e canela,
Mas de fato, aqui, todo mundo que vem
Do lado de lá, é turco, ou é japa.
E lá de cima, é gringo, e mais pra lá, é alemão.
Assim tipo tudo irmão.
Mal compreendida cordialidade que o Sergio falou.
Com açúcar e com afeto,
Chico Buarque de Holanda: lugar especial nisso tudo.
Junto com Elis, Milton e João Cabral de Melo Neto.
Não me esquecerei do trilegal Quintana.
Voltarei para o meu lugar, foi lá, é ainda lá:
Minas, Ouro Preto, Jequitinhonha,
Não há mais. Mas houve.
Candomblé, na rede entre os coqueiros.
O que é que a baiana tem?
Tem Iara, saci-pererê e mula sem cabeça.
E viver ultrapassa todo entendimento,
Com Clarice Lispector. Amém.
Moça do corpo dourado do sol de Ipanema,
Que veio lá da Rússia. E viveu no Recife.
Depois no Rio. Que continua lindo.
Acarajé também é bom.
Tipo feijoada com caipirinha.
Na pelada do fim de semana,
Fiz mil gols.
Onde todos os homens se encontram.
Tipo identidade brasileira.
Em 1970, ditadura militar,
O senhor ditador general Garrastazu Médici,
Inventou o dia 05 de novembro,
Só porque ele queria,
Dia nacional da cultura,
Dia de aniversário de Rui Barbosa.
Mas não tem importância
Esse escabroso nascimento
(época que ninguém podia fazer
nada que o general não gostasse)
A gente é de antes do general,
É de depois do general.
A gente paradoxal.
A gente não tem fim...
 

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