terça-feira, 8 de novembro de 2011

Homenagem a Tomás Segovia

O poeta espanhol Tomás Segovia, que chegou exilado ao México em 1940, devido à Guerra Civil espanhola, faleceu ontem, aos 84 anos na capital mexicana, vítima de câncer. No exílio, se tornou uma importante figura da vida intelectual mexicana. Em 2008, ganhou o Prêmio Internacional de Poesia García Lorca. Recebeu muitos outros prêmios mexicanos e internacionais.

Segovia nasceu em Valencia, em 1927 e se tornou poeta, dramaturgo, romancista e tradutor. No México, país que adotou, foi professor da Universidade Autônoma do México e dirigiu a Revista Mexicana Literária. Foi também professor em Princeton e dirigiu outras importantes publicações literárias na América e Europa.

MIENTRAS

Mientras no quiera el tiempo
Dejarme de su mano
Saldré cada mañana
A buscar con la misma reverencia
Mi diaria salvación por la palabra.


INSTANTÁNEA

Nada que esté en su sitio es feo
Esta luz tan segura de sí misma
Que entra por la ventana
Viene a sellar el orden de este sitio
Tan convincentemente aposentado
Y desde mi silencio
Me dejo bendecir por este gozo
De admirar sin residuo
Más que las cosas mismas
Su lugar y su hora.


AL FINAL

Al final no seré
Más que un discreto rincón quieto
Descuidado
en la sombra
Donde a veces se escucha todavía
El velado murmullo de un manar de palabras.

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