terça-feira, 29 de novembro de 2011

Mais um sonho

 
 (O beijo, de Gustav Klimt)

Gustav Klimt é excepcional, um dos maiores artistas da modernidade, marcou exatamente a transição século XIX/XX, pode-se dizer. Nasceu e morreu em Viena (1862-1918). Foi revolucionário, saiu da academia, e tem sua obra marcada pelo simbolismo. Desde a adolescência ligou-se às artes decorativas, e permaneceu ligado à ‘arte historicista’ por muito tempo, e na qual conseguiu notoriedade.  Tratava-se de ‘pintar e desenhar a partir de um original histórico’. Ao lado de seus dois irmãos desenhistas participou com sucesso da pintura decorativa de grandes construções que surgiam em Viena naquele momento (tempo de ouro da cultura austríaca), incluindo o Teatro Imperial. Em 1883 foi contratado para executar os painéis decorativas da Universidade de Viena e ao criar um painel para a faculdade de filosofia, sob a influência de Schopenhauer, em que representa o mundo como ‘Vontade, em que os seres vagueiam’, estabeleceu novo patamar para esta arte. Deixou então a ‘pintura histórica’, recusando-se à glorificação das ciências racionais. Nascia o movimento que ficou conhecido como ‘Secessão de Viena’. Neste momento, Klimt expõe a cultura patriarcal de modo crítico e declara uma concepção de mundo ‘com uma nova cultura feminina’. Estabeleceu-se longo período de conflito com o Estado; ele rompe o contrato, devolve os honorários e readquire os painéis (A Medicina, A Filosofia e A Jurisprudência) e vai para Berlim. Os quadros são retomados pelo Estado e, em maio de 1945, são queimados pelas tropas nazistas em retirada. No entanto, a obra de Klimt passou por várias fases, integrou-se a vários movimentos, e finalmente marcou-se por importante elemento erótico. Desta fase, surgem mais de três mil desenhos. Morreu em fevereiro de 1918, meses antes do fim do Império Austro-Húngaro.

O cineasta Raoul Ruiz dirigiu em 2006, o filme "Klimt", com John Malkovitch no papel do protagonista, e que não vimos ainda.

 

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