domingo, 6 de novembro de 2011

Música, religião e educação

 
 (JMJ- Madri/2011)


A Jornada Mundial da Juventude é um evento católico criado pelo papa João Paulo II em 1985, inspirado por uma experiência de sua juventude na Polônia. A cada dois anos, pessoas do mundo inteiro, em especial jovens, se reúnem numa cidade previamente escolhida, e meditam um tema sugerido pelo papa. De fato, é um trabalho no sentido de se apresentar a espiritualidade à juventude. Quando João Paulo II criou esse evento ele fez o convite a todos os jovens, indiferentemente da religião (ou não) que praticassem. Naquele momento ele declarou: “... a esperança de um mundo melhor está numa juventude sadia, com valores, responsável e acima de tudo, voltada para Deus e para o próximo’. E em seu bom humor e carisma bem conhecidos acrescentou: ‘ser santo hoje é usar uma calça jeans e tomar coca-cola’ (ótima idéia para uma reflexão profunda... os fabricantes de jeans e da coca-cola poderiam pensar nisso, enfim... João Paulo era um homem inteligente, culto e bem atento aos tempos modernos). O fato é que a jornada da juventude vem se tornando um evento muito popular e as atividades durante o encontro não param de crescer; já aconteceu em todos os continentes, reunindo sempre mais de um milhão de pessoas desde 2005 na Alemanha . Este ano aconteceu em Madri, onde foi anunciado o próximo encontro em 2013 no Rio de Janeiro. A jornada é precedida por uma peregrinação da Cruz, seu símbolo, através do país sede (chamada Cruz do Ano Santo, Cruz do Jubileu, Cruz da JMJ, Cruz Peregrina, Cruz dos Jovens). Essa cruz chegará dia 19 próximo a Belo Horizonte; fará uma parada no aglomerado da Serra, onde acontecerá uma cerimônia, depois irá para a Praça do Papa e logo seguirá para outras dioceses do estado de Minas. Acompanha a Cruz, um ícone de Nossa Senhora, afeto especial de João Paulo II.
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 “(...) o estilo de Bach ilustra até à perfeição que  ‘o belo agrada, conforme a palavra de Kant, de modo completamente desinteressado’ e que deixa o ouvinte completamente livre. Esta  liberdade saboreada na experiência de uma beleza totalmente desinteressada e nada sedutora adquire, por certo, sua raiz na teologia luterana da justificação do pecador somente pela fé. Ela é, ao mesmo tempo, tão real que subsiste até mesmo quando o ‘julgamento’ não a relaciona mais com a obra do Espírito Santo. A tradição luterana introduz, entre a fé e a ética, o canto e a música como única expressão carnal do dom absolutamente desinteressado de Deus, para que o amor, que provém da fé, não degenere em autojustificação pelas obras. (...) a música é a única coisa que deve ser exaltada após a Palavra de Deus’. 

In Música e Teologia em Johann Sebastian Bach, Christoph Theobald, publicação Unisinos.
p.s: obrigada, Valéria.



Mateus, (5. 3-12)
“Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados.
Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus!
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus.”
(JMJ - Madri/2011)

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