segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Sonhando com Kurosawa




Impossível falar ou pensar em SONHOS sem lembrar o filme de Akira Kurosawa. Este é um filme que está além dos outros filmes por várias razões. Akira era genial, e seus filmes foram lições para uma geração inteira de cineastas. Mas isso é pouco para citar Sonhos. O diretor japonês foi um artista do tipo ‘artista e ponto’, pois cultivava toda espécie de arte, e isso tem seu apogeu em SONHOS. O filme é uma aula de estética, de história, de reflexão filosófica, de cultura japonesa, e etc.. Sim, etc. porque é o tipo de arte que não se esgota; podemos assistir a SONHOS quantas vezes quisermos, e correremos o risco de encontrar algo novo a cada vez. Existem várias peculiaridades nesta obra de arte, incluindo curiosidades, como a participação de Martin Scorsese no papel de Van Gogh. Mas enfim, o que mais importa agora é lembrar que em SONHOS, Kurosawa nos dá uma belíssima aula
de SONHOS.

O filme e o diretor receberam todos os prêmios e as homenagens a que fizeram jus. A nós, nesse momento, importa ressaltar desde o viés autobiográfico que permeia a obra à composição dela, que pode ensinar muito sobre a matéria dos sonhos. E ressaltar seu valor, de catarse, de sublimação ou de profecia. Não importa, são grandes e sublimes os valores de SONHOS.

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