quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Notas sobre o que está por vir


 4.
A tristeza que eu vi nos olhos dela quando pela primeira vez abri os olhos. Está em mim como a marca especial e inapagável de minh’alma. Por isso fui muitas vezes amante e algumas vezes amada, mas sempre incompetente. (nessa hora, Pedro e Wolf rosnaram simultaneamente; não considerei, e prossegui meu monólogo). Não cederei à tentação de lhes contar nenhuma das risíveis, ou terríveis, ou tediosas ou fantásticas ou repetitivas, crônicas de meu dia a dia.
Mudo de idéia e conto. Tive meus tempos de puta. Foram líricos, e poucos, e tímidos. Mas foram ternamente simples. Espontâneos, inesquecíveis. Hoje, parecem-me os mais belos de todos. Para o tremor (e temor) de vocês, eu sei. Mas lhes prometi que não me calaria. Portanto, se aguentem, e ouçam. Vocês pediram, não pediram? Posso olhar para cada um desses meus eus e hoje, de alguma forma, gostar de todos. E talvez gostar muito mais por saber que ainda há muitos outros a descobrir. Isso é maravilhoso. Olho ao meu redor e vejo: um homem bom. Um homem sensual. Um homem inocente. Um homem mau. Uma mulher fingida. Uma mulher indiferente. Uma mulher bandida. Uma mulher sensual. Eus.  Depois de alguns de vacilos e de muitas reflexões, concluo que aqui, quem sobrevive é o homem sensual. Dirão: ‘grande coisa’. Eu direi: sim, é grande coisa. Pouca gente sabe a verdadeira verdade da sensualidade. Um ser que se despe. Que não acaba de se despir. Que não se acaba. Mulheres. 
Magda Maria Campos Pinto
 

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