sábado, 21 de janeiro de 2012

SUAVE É A NOITE

 
Tender is the night, Suave é a Noite: um verso maravilhoso, quatro palavras que arrebatam e compõem o nome de um dos grandes romances de Francis Scott Fitzgerald, de 1934, com epígrafe do fragmento da Ode ao Rouxinol de John Keats (ver post de 10/11/2011) de onde Fitzgerald retirou a pérola. Este romance é considerado por muitos a obra prima do autor americano, mas de fato, penso eu, ele é o autor de várias obras incomparáveis, como O grande Gastby, O curioso Caso Benjamin de Button, ambos adaptados para o cinema, assim como aconteceu com ‘Suave é a noite’ em 1962. As obras de Fitzgerald têm a marca da reflexão, da interioridade, das nuances e conflitos psicológicos, numa ambientação composta pelos magnatas: ricos, intelectualizados, sofisticados. A escrita de Fitzgerald quase sempre focaliza com precisão “HD” este determinado grupo. É fantástico, é obrigatório conhecê-lo. Aqui, em Suave é Noite, a trama está tecida na relação de um psiquiatra com sua cliente.

 “Already with thee! Tender is the night...
... But here there is no light,
Save what from heaven is with the breezes blown
Through verdurous glooms and winding mossy ways.
(Ode to a Nightingale – John Keats)

[Já contigo! Suave é a noite...
Mas aqui não há luz,
 Salvo a que vem do céu com o sopro da brisa
Através da umbrosa verdura e de caminhos
Serpenteantes e relvosos.]

Francis Scott Fitzgerald (1896-1940) faz parte do grupo que é chamado ‘geração perdida’ [logo mais falaremos disso] da literatura americana. Contos da Era do Jazz é o título que reúne os trabalhos que retratam bem seu universo, seu tempo.  Viveu parte da vida em Paris com a esposa, também famosa, Zelda Sayre, que sofria problemas psiquiátricos (lembram-se do casal em Midnight Paris, de Woody Allen?). Voltando para América, foi viver em Hollywood, onde trabalhou como roteirista. Em 1939 escreveu ‘The Last Tycoon’, publicado após sua morte precoce, vítima de alcoolismo. É a história da personalidade que dá base ao tal ‘sonho americano’. 

 

Romances: This side of Paradise, The beautiful and Dammed, The Great Gatsby, Tender is the Night, The love of the last Tycoon. E também algumas coletâneas de contos, a peça teatral ‘The Vegetable’ (1923), um livro de ensaios ‘The Crack-Up’. ‘Tender is the night’ foi adaptado para o cinema em 1962, com direção de Henry King.

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