segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

DIGNA E ELEGANTEMENTE VELHOS!

 
Eu sempre me aborreço quando quero falar a minha idade e alguém sempre me corta. Quando quero dizer da minha alegre, trabalhosa e longa vida e me interrompem dizendo que sou jovem, novinha (arghhh) e não sei o que, e tal e tins. Acontece que eu quero ficar velha, sim, é isso mesmo: eu quero ficar velha, pois quero viver pra caramba. E a única maneira de sustentar isso é reconhecer que já se viveu bastante, e bem. É saber da morte e ser capaz de falar muito sobre ela; falar bem, falar mal, trazê-la para a vida e tratar bem esse momento, o da morte, que deve ser tão interessante e rico quanto a vida da qual faz parte. Gosto da vida, tenho muito pra fazer e sou do time da ‘Maria, Maria... mas é preciso ter manha, é preciso ter graça, é preciso ter sonho sempre... quem traz na pele essa marca possui a estranha mania de ter fé na vida....’ Pois é. É um saco essa patrulha, é uma burrice essa negação, é uma grande perda de tempo... O pior é que quando consigo soltar o verbo, quando consigo parar com as interrupções, vejo aquelas caras de ‘ah, ela não está falando sério...’. ESTOU!!! Se não fossem os velhos como o Clint Eastwood, a Fernanda Montenegro, o Ariano Suassuna (entre outros, graças a Deus), o que seria de mim? Mais um sucesso de verão? Ah, façam-me o favor... Então, é por isso que, mais uma vez, me junto a Eliane Brum. Tranquila, Eliane, terei enorme prazer em te chamar de velha, e de ser retribuída. Grande Eliane.
 


p.s: obrigada, Gisella.

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