domingo, 29 de abril de 2012

ARTE, VIDA E SONHO:

 O romance ‘Museu da Inocência’ (2008), de Orhan Pamuk, já foi comentado e recomendado aqui no clube. É uma delícia. Faz parte daqueles livros que, depois de convivermos com eles por algum tempo, a gente sente uma saudade danada. Neste dia 27 de abril/2012, Orhan Pamuk, inaugurou o ‘Museu da Inocência’, em Istambul, com uma coleção de relíquias da vida cotidiana de meio século, entre 1950 e 2000: tema, tempo e história do romance. O Museu, sonho de Pamuk, homenageia o romance, a vida turca cotidiana e a cidade de Istambul. É um acontecimento fascinante; obriga-nos a sonhar, a repensar (mais uma vez) a relação arte/vida/arte... Terminamos a leitura do romance sonhando com Istambul, mais que isso, íntimos de Istambul e de sua gente. Ele teve a ideia do museu ao mesmo tempo em que escrevia o romance, sucesso no mundo inteiro. Enquanto escrevia, ele recolhia objetos pelos cantos da cidade, objetos pessoais, únicos e simples, imprescindíveis em nosso cotidiano. Eu estou com uma razão a mais para sonhar com Istambul.


"Nossas vidas diárias são honoráveis, e os objetos delas deveriam ser preservados. Não se trata de maneira alguma de glórias do passado”. "São as pessoas e seus objetos que contam". "Escrevi este romance colecionando, ao mesmo tempo, os objetos que descrevo no livro", afirmou Pamuk numa entrevista coletiva à imprensa para apresentar o museu. Oitenta e oito vitrines reconstituem passo a passo o amor impossível de Kemal, um istambulita de uma família abastada prestes a se casar, por Fusun, uma prima distante pobre, na Istambul dos anos 1970.
Pamuk recebeu o Nobel de Literatura em 2006.

p.s: posts que se referem a Orhan Pamuk no clube Quase-Ser-Tão: 02/09/09; 03/09/2009; 26/06/11; 28/09/11 e 29/09/2011

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